Os desvarios de L. Morgan
Meu querido diário sombrio... aqui lhe confiarei as minhas desventuras, os meus desvarios...
sábado, 18 de setembro de 2010
Ich liebe... Dich!
Pode sentir a felicidade em meu olhar?
Talvez ouvir o que diz meu coração...
Sei que de onde está não pode ver, a não ser em nossos sonhos
Ou nas cartas de amor que lhe escrevo
Sim, meu amor... Estou a lhe sorrir
Estou a lhe dizer...
Sim, meu amor, é sincero o meu querer.
É tão cândido quanto os lírios do campo
Tão apaixonado quanto o perfume de uma rosa
E tão misterioso quanto uma linda lótus.
Assim é o que sinto por ti
Assim é o meu querer
Infinito como o universo
Plácido como o luar,
Intenso como o vento
Encantador como o mar.
Assim é o meu querer
Que me deixa em tamanho torpor,
Sei que estas linhas são tão medíocres
Mediante o nosso amor.
Mas sei que não importa as palavras soltas
Nem os versos que sobram sem rimar
O importante é que vejo
O amor em teu olhar.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Tudo o mais é... Nada.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Butterfly
Assustei-me ao ouvir tais palavras, não sabia que era ela. Ao menos fingia que não. Não podia ser simplesmente. Tanto fugi e agora, ela conseguira alcançar-me e pior, envolver-me em tua graça. O que poderia fazer? Já tinha me deixado levar... E enquanto pude ver tua imagem, ao meu lado ela sempre estava, segurando-me pela mão e mostrando-me o caminho a seguir. Mesmo que temida não era tão má assim. Mostrou-me lindos lugares, cenas fantasíacas com as quais tanto sonhei. E enfim, a um ponto da estrada ela parou e não mais caminhou ao meu lado. Senti um frio e desespero achando que tinha deixado meus passos. Mas, então, ela voltou com um belo cavalheiro de longos cabelos e ricas vestes. Tomava-o pela mão assim como fizera comigo e sorria tão deliciosamente que não pude deixar de sorrir também. O belo cavalheiro prostou-se diante de meus olhos e tomou-me pela mão. E então a Paixão nos deixou. E mesmo assim estávamos interligados por alguma sensação estranha que nos aquecia, nos envolvia em um doce mistério ao mesmo tempo em que tínhamos também receio... Medo talvez. Contudo eu sabia... Em meu íntimo eu compreendia que ela continuava entre nós, mas sob outra forma. A Paixão era como a borboleta de meu jardim. E em sua metamorfose, em todo aquele tempo de caminhada tomara outra forma. Outra imagem de luz. Bela, indescritível e ainda sim um tanto cega. Não a podia enxergar inteira e mesmo assim, eu a via completamente. Não a podia sentir e mesmo assim, sabia que estava entre nós. Entre aquele vago espaço que ficara entre mim e o nobre cavalheiro o qual já tão intimamente conhecia de meus sonhos. Enfim... Realidade. E aquela presença oculta também sentida por ele, eu tinha certeza, era a outra metade dela. Era o último e mais feliz estágio metamorfósico da Paixão...segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Anjo Negro
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Vazio... Silêncio .

Silêncio.
Um longo suspiro ecoa pelo quarto escuro. Depois... Nada.
Agora, soluços irregulares acabam com a quietude sombria. Aproximo-me da janela observando a chuva cair. Há três dias não o vejo. Desde aquela linda noite estrelada, nunca mais senti seu toque, seu perfume... Seu amor.
Meus olhos o buscam pelas ruas até a linha do horizonte, tento vê-lo... Mas é em vão. Sei que ele pertence à noite, mas por que não aparece? Por que não me tira logo desse estado aflitivo em que me prendi? Sinto-me sufocada com meu próprio choro. Já não aguento mais esse claustro ao qual fui trancafiada.
Disseste que me levaria a um lugar belo, um lugar só nosso, onde apenas a Lua e as estrelas poderiam ser testemunhas de nosso amor.
E eu estou a te esperar...
Não sei se suportarei, pois parece que o vazio tomou conta da minha vida... Só você pode preencher essas lacunas do meu coração... Mas ao menos estás aqui para que eu possa lhe dizer isso.
Tais pensamentos afligem-me de um modo, que só consigo olhar para o céu na esperança de que a chuva cesse e alguma estrela apareça, para que ao menos assim, possa lembrar o brilho de seus olhos... Sem chorar.
domingo, 13 de dezembro de 2009
O Começo
No escuro da noite, apenas uma luz sobrevive, uma luz branca e fria, mas que preenche essa minha alma triste que vaga por ruas estreitas procurando algo que lhe dê algum sentido para continuar a viver, algo que me preencha durante os dias mais angustiosos. Olhando o céu, contemplando a Lua, sinto inveja daqueles que agora podem observá-la e sob sua luz, trocar juras de amor.E eis que surge ao longe um vulto, que cada vez mais se aproxima, tornando-se mais presente e nítida a sua imagem.
Agora posso vê-lo.
Um ser de pele pálida, olhos verdes como o mar, cabelos tão negros quanto o céu desta noite, lábios tentadores e um perfume delirante. Meu corpo paralisado, rígido, não posso me mover, não consigo mover um músculo, agora começo a tremer, mas não sinto frio... Nem medo. Penso o que ele pode querer comigo, uma garota frágil e melancólica que anda na noite escura por caminhos desertos para se esconder dos rostos famintos de vida que aparecem durante o dia. Um sorriso aparece em seu rosto perfeito. Parece ler meus pensamentos. Sinto minha face ruborizada. Ele se aproxima. Cada vez mais. Um sussurro escapa de seus lábios:“Venha minha doce ninfa... Deixe-me levá-la para o mais lindo lugar que já vistes”
Ainda paralisada, sinto seu corpo se juntar ao meu, uma corrente elétrica percorre dentro de mim, então como para selar esse momento, nossos lábios se encontram...
Mas de repente, seu perfume se perde no espaço, abro então meus olhos, o Sol ilumina meu quarto, o dia parece quente, mas apenas sinto frio. Então foi tudo apenas um sonho? Seu conforto, sua imagem, seu abraço, seu aroma, nosso beijo?
Parecia tão mais real.
Mas agora me lembro, ele é um ser noturno, e agora ainda é dia... Por isso não estás aqui. Contudo sei que quando o Sol se puser e a Lua surgir no alto do céu, ele reaparecerá e me levará contigo para bem longe, onde possamos juntos observar a Lua e trocar juras de amor.


